(...) e a confiança cega
que tenho na minha verdade
não a detém quem me nega
as asas da liberdade ...

Ana Amorim Dias

9.5.12

Concorrentes de Morfeu


   Ninguém me tira da ideia que as noites de sono agitado têm uma relação direta com a quantidade de convites e pedidos para aplicações que nos vão fazendo no Face enquanto, incautos, estamos a dormir.  
   Descobri  isso hoje porque o meu sono não foi, como de costume, forrado a chumbo, e em vez dos trinta segundos que normalmente levo para adormecer, devo ter demorado para cima de minuto e meio! Encontrei  a explicação ao ligar o face: convites e pedidos para aplicações em números acima da média. Até fiquei com a sensação que quem nos convida, noite fora,  para cursos intensivos de crochet e jogos de pôr caras nas bolas das árvores de Natal, tem algum acordo com uma entidade que faz concorrência ao Morfeu!
   Se por acaso se riram, desde já aviso que agora a coisa vai ficar séria. Pensem lá porque é que se pode dormir bem! Como é que se atinge em segundos aquele estado de sono,  tipo coma,  que nos faz acordar ressuscitados? Será a consciência tranquila? A ausência de preocupações? Alguma predisposição genética? A idade? Ou uma mera questão de sorte?
   Nesta altura quase consigo ouvir a voz do meu pai a dizer : “ Aproveita, Ana. Aproveita que eu também era assim e agora  se durmo cinco horas seguidas  é uma sorte!”
   A verdade é que não sei porque é que as empresas que produzem  calmantes iriam à falência comigo ( pelo menos até à data )!  Sei que me deito tranquila e com a consciência na paz,   mas preocupações,  quem as não tem? Portanto estas justificações talvez não sejam muito acertadas.   O que sei é que enquanto o sono me embalar neste restabelecimento mágico, o aproveitarei com prazer. Mas quando, como aconteceu ao meu pai, as noites começarem a ser mais brancas, também será muito bom: terei mais tempo para escrever!!
Ana Amorim Dias
  
 

8.5.12

Sinceridade fraterna



    A sala era grande. Pelo menos é assim que me lembro dela porque, na altura, eu era bem mais pequena. Tinha umas portas enormes, envidraçadas, que davam para o lado poente da propriedade. E era por detrás das cortinas dessas portas que eles surgiam, como elenco de um musical da Broadway, muito compenetrados nos seus papeis. Eles cantavam Caetano e Gal; cantavam Sting e Scorpions e cantavam os meus preferidos: imitações de música chinesa e canções populares alentejanas.   O meu pai, com a sua voz bonita, acompanhava os meus irmãos artistas, sentado no sofá/plateia. Mas comigo era diferente: os meus idolatrados irmãos não me deixavam abrir a boca e, caso a honra de aparecer com eles em  palco me fosse concedida, apenas o podia fazer como figurante e assumindo o compromisso de manter a boca fechada.
   Adoro cantar… mas continuo a não gostar muito de me ouvir.  Até os meus filhos já me vão pedindo silêncio quando, no carro, alguma canção mais animada faz nascer em mim uma actuação tão empolgada como se estivesse no palco do Pavilhão Atlântico. 
  Durante muitos anos recordei estes episódios (bastante frequentes, acreditem!)  com uma pitada de mágoa pela atitude da minha irmã que, além da maravilhosa  voz,  fazia (e faz) melodias divinas; e pela atitude do meu irmão, dono de uma voz doce e muito afinadinha. Ficava fula por não ter aptidões para participar naqueles duetos irrepreensíveis que tanto me deliciavam.  E os meus pobres irmãos, não sei se para aplacar a minha titânica ira de criança rejeitada, habituaram-se a fazer-me ver a toda a hora que as minhas artes eram outras.
   Ainda hoje não me atrevo a interromper-lhes as cantorias, mas agora já não me resta nem a tal  pitadinha de mágoa. Apenas o agradecimento pela sinceridade de irmãos mais velhos com que souberam dizer-me que para cantar não sirvo… mas que em quase tudo o resto, sou o maior orgulho deles!
Ana Amorim Dias

7.5.12

Proporções de Sol e Lua


   Ontem, enquanto olhava para a Lua e lhe admirava a etérea beleza, tentei perceber se sou uma pessoa mais virada para a Lua ou mais virada para o Sol. Deixei-me estar na varanda, naquele embalo de noite serena, a ouvir os sons tardios do campo. Inspirei o ar puro e admirei as ténues nuvens que iam brincando com aquela bola branca e luminosa que tantos sonhos incendeia.
  E continuei a tentar perceber: “ Afinal, sou mais de Sol ou de Lua?” Lembrei-me da canção do Rui (Veloso) em que ele canta sobre o lado lunar das pessoas. Cantarolei-a  um pouco. Lua ou Sol? Sol ou Lua?
  Cheguei à conclusão de uns cordiais 50/50. Tomos somos Sol e Lua. Todos somos noite e dia; perfeição e imperfeição; tristeza e alegria; romance e real.  Todos nos encantamos com a noite e exultamos o dia. Tudo faz parte do devir ritmado da nossa existência. Tudo faz parte de nós e da raíz do nosso encanto.
   Mas foi esta manhã, quando o Sol me acordou com os beijos dos seus alaranjados raios, que a resposta me chegou, tão quente e envolvente como ele mesmo. Sou cem por cento Sol e sou cem por cento Lua. Sou cem por cento qualquer que seja o contexto ou momento que me envolve e emociona.
Ana Amorim Dias

5.5.12

Carta a uma mãe


    Hoje escrevo só para ti. Por isso ouve-me com a voz de menina decidida que há muito tempo já fui. Olha-me de cima para baixo, como me olhavas quando eu era pequenina e te seguia, casa fora, atrás de uma lindíssima Deusa de flutuantes vestidos. Sente-me como me sentias quando o meu tamanho ainda permitia que me aninhasse no colo do teu doce perfume. Quero que me vejas, oiças e sintas na invacilável  pureza de criança com que eternamente te chamarei de MÃE.
   Hoje escrevo só para ti e  quero que saibas o quanto entendo e me encantam as palavras que no silêncio me dizes. Quero que saibas que sinto cada gota  de orgulho que tens nas minhas conquistas; que sinto cada onda de alegre prazer  com  que a minha boa disposição te enrola;  que sinto cada aragem  de divino  com que as minhas palavras te embalam.
   Hoje escrevo só para ti porque o cordão que nos une é feito do aço eterno de um amor maior que a vida; porque te sinto a estóica tristeza de não saberes aplacar-me os desgostos; porque te conheço o desejo de que todos os meus caminhos sejam feitos só de alegria; porque sei que me entendes as escolhas mesmo quando não as percebes e me devolves toda a paz como tu  e só tu consegues.  
   Hoje escrevo só para ti porque só de ti posso em verdade dizer o quanto és nobre, forte e muito, muito bela. És uma caixa de gloriosas surpresas envolta em pose serena. És presença encantadora na minha encantada visão. És o mar de águas mais calmas em que jamais naveguei.
  E é por isso que nunca duvidei do meu pai quando embevecido dizia que as suas filhas eram lindas, mas que  mais linda que nós era a mãe das filhas dele.
Hoje escrevo só para ti. Ouve-me com voz de menina.
Ana Dias
 
 
 
 
  

4.5.12

Hulka


   O ritmo interminável com que a senhora da mesa ao lado está a mexer o café,  irrita-me profundamente. O facto de ter trocado três vezes de roupa ( quando acerto sempre à primeira) irritou-me profundamente. O batido de meloa que fiz para o pequeno almoço não ficou com o sabor que eu queria… e isso irritou-me profundamente.  Até os índios dos meus filhos perceberam que a irritação é profunda e fizeram a viagem matinal sem dar pio. Isso irritou-me. Profundamente. Como se não bastasse, a mesa onde escrevo todas as manhãs está ocupada! Aiiiiii que profunda irritação!!!
   Leio o que já escrevi. Começo a rir. Percebi o que se passava assim que hoje abri os olhos e dei os primeiros  sinais de Poltergeist. Raramente este fenómeno me atinge  de forma tão acentuada mas, quando acontece, o melhor é fugirem! Fujam todos! Protejam-se! Hoje, para ser Hulk, só me falta ficar verde! 
   Mas conheço bem o antídoto. As palavras saem-me lentas, hesitantes. Não me importo. À medida que me forem saindo, pela manhã fora, o sorriso suave e doce vai voltar à minha alma e salvar-me de todas as irritações.
  Já sabem, certamente, do que falo. Qualquer mulher me entende porque, volta e meia, também está assim. E qualquer homem que ature uma mulher também percebe  pois são vocês, homens, quem mais sofre na pele o incompreendido terror que a TPM vos inflinge. Pobrezinhos… Aqui vos deixo hoje a minha simpatia e solidariedade.  Não desesperem: por mais que esse síndrome ataque com força, também passa depressa. E em caso de perigo, não hesitem: fujam! Porque o seguro morreu de velho.
Ana Dias

“Logo pela fresquinha”

- Chega-te para lá, gorda!
- Tomás! O teu irmão nem é gordo nem é uma menina.  – Repreendo-o.
- Tá. Tá. Tá. Tá. Tá.  – começa o João, para irritar o irmão.
- João, pára! – Diz o Tomás, atingido em cheio na sua fácil irascibilidade matinal.
- Párem! Os dois!
 E eles continuam a implicar no banco de trás.
- É a última vez que vos aviso! –
  Ao menos quando estão completamente ensonados,  fazem o percurso catatónicos e nem os oiço, mas isso é raro. O restolho rasteirinho da implicância inicial dá lugar a alguma atividade física pouco amistosa mas, ainda assim, suave.
- Vou contar para trás e se não pararem, páro eu o carro e não repondo por mim!
Eles não me ouvem. Tenho a certeza que não.
- Três. Dois. Um… – Digo em voz sonora mas, para eles, inaudível.
  Páro o carro na berma e saio. Abro a porta de trás com o ar mais feroz que a minha vontade de rir me permite. Apenas um “Ô ÔU!” do João quebra o silêncio que  de súbito se instalou. Sacudo levemente o pó na perna de cada um. Volto a entrar no carro e peço a mim mesma paciência para os cinco quilómetros que faltam para chegar a Castro Marim.
   Cinco segundos depois de arrancar,  a novela mexicana dos manos no banco de trás volta a ganhar forma. Desisto! Ponho a música mais alto e penso que isto é a forma de mostrarem o quanto gostam um do outro … logo pela fresquinha!
Ana Dias


2.5.12

Mazurrão


  Devia ter escrito esta crónica há cerca de duas semanas, enquanto os factos ainda estavam fresquinhos. Agora terei que usar essa ferramenta (por vezes falível) a que chamamos memória e tentar recriar com fidedignidade o que aconteceu.
  Era domingo e fui tomar a minha meia de leite a um café que fica um pouco a norte de Altura, de seu nome “Carrapato” mas que, apesar do nome algo estranho, tem os melhores caracóis cá da zona.
  Instalei-me, meia ensonada, a beberricar o meu néctar matinal e não pude deixar de ouvir a conversa de dois senhores de idade, que implicavam um com o outro.
- Tu devias era chatear-te a sério com isso! – Dizia um.
- Eu não me chateio com nada… - As reticências que deixou no ar pareceram-me encerrar um: “isso dá muito trabalho.”
- Claro! – Tornou o primeiro. – Estás sempre aí feito mazurrão! –
  Espero que ninguém tenha reparado que quase me engasguei com o café com leite que tinha na boca! A minha reação foi idêntica à dos caçadores ao ver a presa. Procurei freneticamente o meu bloco de notas dentro da mala e apontei aquela prenda dos céus antes de ter tempo de me esquecer da palavra.
  Mazurrão! Como eu adoro viver no Algarve profundo! Uma pessoa pensa que já viu e ouviu tudo e eis que, no mais insuspeito momento, nos cai um tesouro ao colo! Tenho andado em investigações ( mais ou menos) profundas e ninguém conhece a palavra. Até procurei no google… e nada! Vale-me o facto de ter continuado atenta à conversa e ter entendido, pelo contexto,  que mazurrão talvez seja mais ou menos parecido a preguiçoso.
  O que é certo é que,  nesse dia, vim mais rica do café!  Trazia uma alegria estranha. Como podia explicar a quem me rodeia que aquela palavra me fez ganhar o dia? Serei uma colecionadora de palavras? Bem, de qualquer forma  aqui a deixo, para o caso de, se algum dia vos chamarem “mazurrão” ou “mazurrona”, poderem responder: - Nem pense nisso! Eu até sou muito trabalhador/a! –
Ana Dias

30.4.12

“Se eu tivesse..."


  Sempre adorei a escola, principalmente nos dias em que havia composição!  Contudo passei a infância a reprimir um tema que, já sabia de antemão, viria a causar-me problemas com a censura. Mas acredito que vamos sempre a tempo de fazer algo que antes não nos permitimos.
   Ao longo do tempo fui conhecendo o Mundo um pouco melhor e pensei que os budistas, a terem razão, podiam estar a apresentar-me a solução do problema: talvez eu sempre tenha desejado começar a minha composição com “ Se eu tivesse uma pilinha…” por na última vida ter sido homem. Quem sabe?
   Nunca cheguei a escrever sobre tal tema porque, com o passar do tempo, a minha veia infantil de maria-rapaz,  foi dando lugar a uma pessoa que compreende em absoluto a infinita riqueza de ser mulher. Abracei essa riqueza com toda a plenitude. Mas a vida, com os seus estranhos desígnios, permite-nos façanhas e aventuras com que nem sequer tínhamos sonhado… E hoje, ao lembrar este tema que o meu juízo infantil me impediu de explorar, constato que tenho sido tudo o que a minha imaginação alcança: já fui  capitão um navio  pirata e matriarca de uma família italiana durante a 1ª Guerra Mundial. Já fui um velho e sábio pescador, uma mulher de negócios com um património incrível e um quarentão bem parecido com problemas existenciais. Já fui chefe de uma tribo nos primórdios da humanidade, já fui prostituta de refinadas capacidades  ou assassina profissional. Já fui um viúvo saudoso; um lutador de boxe e uma espanhola infiel. Nos livros que escrevo posso ser homem, mulher, criança e ancião; posso viver em qualquer século e em qualquer parte do mundo, basta começar a escrever.
   É por tudo isto que não posso deixar de agradecer à vida, que me permitiu ser escritora, e viver assim, sob qualquer personagem, de uma forma muito mais ampla do que com aquela composição nunca escrita em que apenas… teria uma pilinha!
Ana Amorim Dias

29.4.12

Maria Samuela

   Muitas coisas fantásticas podem acontecer quando se escreve um romance. E uma das mais assombrosas  é quando “ouvimos” o que as personagens estão a dizer e ficamos a matutar no que elas, como se tivessem ganho vida própria, nos “ensinam”.
  Conheci a Maria Samuela em Março. Quer dizer, já andava a pensar nela desde o fim do Verão passado, mas só a fiquei a conhecer bem nestes últimos meses. Preferiu que a tratasse apenas por Sam, porque detesta o seu nome completo e porque “Sam” serve também como diminutivo daquilo que se considera: uma samurai dos tempos modernos.
   Mas voltando ao que vos estava a contar: há umas tardes dei com a ela a falar com o Artur, um outro personagem de “Quatro”, cujo verdadeiro mistério ainda não me revelou,  apesar de eu já me encontrar a escrever a página 148… 
  Ora bolas! Lá estou eu de novo a perder o fio à meada. Mas enfim, o que quero partilhar é que fiquei a pensar no que, há dias,  a Sam disse ao Artur:
 - Ninguém pode mudar o que os outros pensam, sentem ou fazem, mas podemos mostrar-lhes novas formas de pensar, sentir e fazer. Entendes? –
  Ele respondeu-lhe que sim, que entendia perfeitamente, mas eu bem pude ver o seu ar apatetado de quem, como eu, ia ficar a pensar naquilo.
   Acho que, no fundo, tanto eu como o Artur concordamos com o que ela disse nesse momento tão espontâneo.   Não podemos mudar o que os outros pensam, sentem ou fazem, mas podemos mostrar-lhes novas formas de o fazer… mesmo quando quem o faz é o  mero personagem de um qualquer romance.
Ana Amorim Dias
 


28.4.12

Paixão pela vida ( ou "como três parágrafos podem salvar o dia")


  Nos raros dias em que não  me sinto apaixonada pela vida fico lixada. Nem é que me dê uma neura, é bem pior! Entro num campo neutro de ausência de emoções que me deixa com a sensação de estar a desperdiçar algo precioso:  um dia de vida. Percebi isto, com toda a clareza, há uns dias, quando pensava numa questão muito filosófica da minha existência em particular: será que escrevo para  incendiar a paixão que quero sentir pela vida,  ou é pelo facto de a sentir (quase) sempre de forma tão intensa que escrevo?
  Uma coisa é certa, quando encontramos a forma ideal de sublimar as boas sensações que  podemos ter,  ganhamos a riqueza inestimável de saber como ativar a magia da feliciade.
   Hoje fico por aqui. Amanheci pouco apaixonada, mas estes três parágrafos parece que me responderam à pergunta que há dias me coloquei!!
Ana Dias

27.4.12

Coação emocional



Há várias modalidades:
- Como podes ir ver o futebol com os teus amigos para o café? Não foi com eles que casaste, pois não?
Ou:
- Nunca pensei que me fizesses isto… depois de tudo o que eu fiz por ti!
Ou:
- Isso! Vai ter com as tuas amigas. Elas hão-de abandonar-te e um dia vais ficar sem ninguém!
Ou:
- Não te quero a falar com nenhum homem ( ou mulher, conforme o caso) senão acaba tudo entre nós.
Ou:
- Estou a sofrer muito e a culpa é tua.
   Tudo isto são exemplos (mais ou menos dramáticos) de um tipo de violência que já nos foi inflingido a todos ( e todos já inflingimos?...) sem sequer nos darmos conta. A coação emocional faz com que as pessoas sucumbam a emoções que não deviam sentir e que lhes são impostas sob a forma de culpa, remorsos ou falsos sentimentos bons. A meu ver não se pode recriminar um amigo por não ligar há um mês: se temos saudades da pessoa,  porque não ligamos nós?  Não acredito que se possa culpabilizar um homem que gosta de estar com os amigos na tasca só porque entretanto casou. E não se pode culpar uma mãe que não está todo o tempo com os filhos porque tem que ganhar a vida ou seguir uma carreira ou ter uma vida afetiva.
   A verdade é só uma: passamos metade da vida a cobrar afetos e atenções e a outra metade a vê-los ser-nos cobrados. Pois bem, meus caros: o tempo, a atenção e os afetos que damos aos outros é algo nosso para dar e não para nos ser exigido.  Quando cobrado deixa de fazer sentido. E o inverso também é verdadeiro: nunca caiam no erro de mendigar tempo, atenção ou afetos, pois assim não são uma dádiva e sim o produto de um crime cometido contra as emoções alheias.
   É verdade que é preciso ter a  consciência muito alerta para nos apercebermos de quando estamos a ser vítimas de coação emocional mas, se nos treinarmos para a detetar, passaremos a ser um pouco mais livres para sentir as emoções e sentimentos que na realidade sentimos!
Ana Dias