(...) e a confiança cega
que tenho na minha verdade
não a detém quem me nega
as asas da liberdade ...

Ana Amorim Dias

8.3.12

Mulher Inteira

   Num filme que ontem vi, uma amiga dizia à outra, indecisa entre dois amores : - “Não escolhas o melhor homem. Escolhe aquele que fará de ti uma mulher melhor.“   É disto que o dia de hoje trata.
   O Dia Internacional da Mulher pode não ser a data redutora que a desvaloriza  e pode servir para muito mais que justificar a única saída anual de mulheres submissas.
  Para que serve este dia afinal? E porque será que os homens não têm um? Será por não precisarem de ver os seus interesses e valores defendidos? Ou será apenas que o dia da mulher ( sou uma eterna otimista ) é uma ode e uma forma de honrar a extrema força que todas encerramos por baixo dos picos de humor e da imensa sensibilidade?
   Quanto a vocês não sei, mas opto por encarar este dia, não como o único em que as mulheres podem justificar uma saída sem o “dono”, mas como um dia especial para celebrar as nossas peculiaridades e intrínseca força.  
 É do conhecimento de todos que a Mulher é um “bicho” de sete cabeças. A Mulher é o ser que carrega outras vidas dentro de si; é quem tem uma paleta de mil cores e é capaz de de rir a chorar e chorar a rir. Todas as mulheres são poderosas, mas há muitas ainda que não acionaram o seu poder. E os dias 8 de Março deveriam servir, acima de tudo, para as despertar para o conhecimento de todas as suas potencialidades e hipóteses de escolha. Este é o dia em que mais um ciclo de luta se deveria iniciar, não para terminar daqui a umas horas, mas para deixar efeitos duradores. Este é o dia em que todas as mulheres que já se ligaram à sua fonte de poder deviam assumir o compromisso de ajudar as que ainda não estabeleceram essa ligação .   Mas desengane-se quem veja aqui, nas entrelinhas, a existência de uma guerra de sexos. Homens e mulheres complementam-se mútuamente, mas acreditem quando vos digo que cada homem merece, ao seu lado, uma Mulher Inteira.
Ana Dias
  

7.3.12

O evento da vida

Quando instalei a cronologia no facebook reparei num novo espaço a preencher: o evento da vida. Não sendo este um tema sobre o qual se possa escrever de ânimo leve, deixei-o a levedar cá dentro uns dias para poder escrever e descrever toda a sua importância.
  Os eventos da vida são, normalmente, acontecimentos marcantes e bons que se destacam como marcos da nossa existência: o primeiro dia de escola, o dia em que acabamos o curso, o casamento, o filho que nasce, a viagem com que sempre se sonhou…  O evento da vida é conhecer a pessoa que nos apaixona, é a conquista profissional  e é tudo o que acontece de bom  quando lhe marcamos a data.
Mas será só isto? Será que os eventos da vida são apenas as coisas que nos deixam um sorriso triunfante nos lábios e a sensação de realização a invadir-nos os sentidos?
  Creio que é tudo isto e muito mais. O evento da vida é algo que pode ( e deve) acontecer todos os dias. É o sorriso cúmplice que damos à nossa “metade”; os beijos lambuzados que os nossos filhos nos dão, depois de mais uma tropelia; é olhar para o céu e apreciar o sol que brilha ou a chuva que cai… O telefonema de um amigo que está longe, um comentário online que nos faz feliz, o beijo na testa da mãe, tudo são eventos da vida, embora se possam repetir com uma cadência constante. O evento da vida é sabermos compreender os motivos alheios; é dar-nos bem com colegas, patrões ou empregados; é saber ser cúmplice e cultivar a cumplicidade. Cada filme que vemos, cada música que ouvimos ou cada cheiro apetitoso que o nosso olfato alcança podem ser eventos da vida. Cada descoberta, cada conhecimento adquirido e cada pergunta que nos “alarga” por dentro, são eventos da vida.  Mas é preciso saber, é preciso estar consciente e ter capacidade para apreciar cada pequeno detalhe para poder fazer dele um evento da vida.
  Mas há mais. Não são só as coisas boas que compõem os eventos da nossa vida. Pelo contrário. Devemos entender que cada perda, fracasso, dor ou morte também o são. Todas as ocorrências dolorosas que a vida traz acabam por ser, mais cedo ou mais tarde, valiosas nos seus ensinamentos. Talvez até mais do que as coisas simples e boas. Porque são as dores que nos preparam e impulsionam para um novo estado de existência; que nos tornam conscientes do que é realmente importante e nos dão a sabedoria de como viver cada dia como se fosse, efetivamente, o último.
  Muito fica por dizer, mas sabem? Não me importo. Porque os melhores eventos da minha vida foram ter descoberto a minha alma escritora e  acordar todos os dias com uma vontade incontrolável de escrever… sobre a vida e seus eventos.
Ana Dias
 

6.3.12

Ritmos

   O turismo espiritual começa a estar  cada vez mais   em voga, talvez devido ao ritmo alucinante das vidas que agora se vivem. E se no passado esse tipo de viagem consistia em retiros nos mosteiros, viagens ao Tibete e peregrinações a locais de aparições, nos dias de hoje proliferam as estadias em quintas ecológicas com atividades espituais dos mais diversos tipos.
   Farto-me de rir ao imaginar-me numa dessas quintas, a morrer de tédio sem telemóvel nem net, a regar as plantinhas entre palestras de reiki e sessões de meditação. E, só de imaginar, apodera-se de mim um stress inexplicável.
  Mas desengane-se quem pense que estou a criticar esse tipo de férias ou quem as faz. Apenas sei que não são próprias para o meu ritmo espiritual.
   Para mim o turismo espiritual é algo diferente e um pouco mais acelerado que dar de comer a pintos depois de procurar o divino no meio de plantações biológicas de batatas e alfaces.
   Turismo espiritual ( para mim) é ter tempo para estar só, ouvir-me e pensar; é ter espaço para ver tudo só pelos meus olhos, sem o ruído de interferências alheias.  Turismo espiritual é sentir o divino que há em toda a criação artística e sentir cada centímetro de pele a arrepiar-se com espetáculos, obras de arte e monumentos.
  Turismo espiritual é estar em movimento, por ar, terra ou mar, e tomar contacto com a nossa finitude e fragilidade; criar a consciência que tudo pode, a qualquer momento, acabar.
   Turismo espiritual é estar aberto a dar e a receber, a ajudar e ser ajudado; é estar disponível para falar com quem nunca se viu e nunca mais se vai ver.
   Turismo espiritual é encontrar o nosso próprio método de descoberta e deixar a melodia do conhecimento soar ao ritmo que mais nos convém.
   Mas continuo a dizer que o que traz a maior das espiritualidades a qualquer viagem é saber que, por mais que custe partir, regressaremos infinitamente mais cultos, ricos e espirituais.
Ana Dias

5.3.12

Ao pequeno almoço




- Sabes o que fazia se tivesse a máquina do tempo, mãe?
- O quê, Tomás? – Questiono,  entre duas dentadas na torrada.
- Descobria os números que iam sair no euromilhões e ganhava uns quantos. 
- E que fazias com tanto dinheiro? –
- Construía um estádio espetacular e contratava o Ronaldo, o Messi e o Mourinho… -
   Não cheguei a saber se o Tomás os contratava para o Benfica ou criava o seu próprio clube porque comecei a rir com o meu próprio comentário.
- Se isso me acontecesse a mim, eu contratava o Paulo Bento para me fazer o pequeno almoço todos os dias.
Perante o ar confuso do Tom,  justifiquei-me.
- É  que adoro começar o dia a rir…
Ana Dias

3.3.12

“Hoje Vou”


  Há uns meses, numa tarde de Agosto,  reencontrei o Ricardo Sousa. Ele precisava de letras para o novo álbum e eu, como sempre, estava cheia de vontade de escrever.
  Nessa mesma noite, e embora estivéssemos ambos a trabalhar, entreguei-lhe as duas primeiras letras. Nas semanas seguintes, fui-lhe mandando outras, num total de quase duas dezenas. 
 Lembrei-me que a minha irmã, Maria João Dias, adora compôr melodias e demos por nós a passar algumas tardes mágicas na sua casa. Tardes em que palavras sentidas começaram a bailar na voz do Ricardo e da minha maninha mais velha.
  De todas as letras, só seis vão ser para já ouvidas no álbum HOJE VOU : “Hoje vou” ,  “ Não será dizer demais” e “Se algum dia” foram  musicadas por Ramon Galarza.  “ No teu sono” e “Dar-te música”, com melodia do próprio Ricardo e da minha irmã; e  finalmente, “ rendo-me”, com parceria das duas manas na letra e melodia  do Ricardo, da Maria João e do Paulo.
  A minha parte, por agora, está feita. Apenas me resta desejar ao Ricardo todo o sucesso que ele merece e deixar-lhe mais um “obrigada” por proporcionar às minhas palavras  um novo voo.
Faço votos de que gostem.
Ana Dias

2.3.12

A “caixa”



   Acabei de conseguir perceber porque é que existem tantos jornais desportivos e bom mercado para eles. É que o futebol é realmente empolgante! Sinto-me a contactar com uma nova dimensão da vida!
   Hoje, no dia do Benfica-Porto, vim a descobrir, nas notícias da manhã, que as autoridades policiais não estão muito apreensivas porque o líder dos Super Dragões aceitou que ficassem na “caixa”.
  Super Dragões?? Eu pensava que ia haver um desafio de futebol  mas afinal é uma batalha medieval??  Alguém me explica o que se passa? E quem são os Super Dragões? Pelo nome devem ser para o lado do terrível. E o que é a “caixa”?
   Como continuei a ver o noticiário com uma atenção redobrada, acabei por perceber que a “caixa” é um recinto próprio e isolado para “colocar” os adeptos minoritários e furibundos da equipa visitante.
   Ocorreu-me logo uma ideia brilhante ( o que até é raro acontecer tão cedo ): porque não fazem uma “caixa”,  bem estanque, do tamanho de metade do estádio? Depois, quando as pessoas comprassem o bilhete ou entrassem para o estádio, era só perguntar: “Quer com molho ou em molho?” . Era como quem comprava um cachorro, mas mais eficiente,  porque os pacíficos seres que apenas quisessem ver o jogo,  pediriam:  “ Sem molho, se faz favor ”,  e ficariam fora da “caixa”. Os outros, que já sabiam ao que iam, ficariam na tal “caixa”, mas com  o benefício de se poupar em forças de segurança, completamente desnecessárias.
 Termino  com  duas questões: se as claques querem dar “voz” às suas dores incontidas, porque haverão de ser reprimidos? Afinal, berrar gritos de ordem  por uma equipa e querer liquidar os adeptos da outra é algo tão compreensível quanto saudável… não acham?
Ana Dias

1.3.12

A velocidade de Deus


   Quando, em 1988,  o Ayrton Senna se consagrou campeão mundial de fórmula 1 (creio que no circuito do Mónaco) confessou que, na volta final, sentiu a presença de Deus, o que me leva a ponderar se Deus terá alguma relação próxima com a velocidade.
   Sou da opinião que cada Homem tem muito de divino em si; capacidades e características que lhe colocam a existência no cimo de uma montanha imaginária, mais perto do céu, mais próximo do divino. Mas como é que podemos sentir essa ligação? Esse elo que para alguns é tão forte e que outros vêem como impossível, estará ao alcance de todos? Em primeiro lugar há que partir do princípio que só se “toca” no que se crê ser real. Nesse caso, será que quem não crê, não lhe “toca”? Ou estará apenas distraído, acreditando que os contactos que, ao longo da vida, vai tendo com o divino nada mais são que momentos de rara beleza?
   Lembro-me de um dia, a olhar para o dedo de Deus, no teto da capela Sistina, ter pensado que o Miguel Ângelo tinha de facto sido “tocado” por quem pintou. Mas será que o sentiu?
   Tenho a vaga ideia de que,  quando estamos a fazer aquilo para que a  nossa essência  vem programada, se  ativam em nós super poderes de contornos divinos e que isso nada tem a ver com a velocidade a que nos deslocamos.  É por isso que sei que, no meu carro ( e ao contrário do Ayrton), apenas sinto o “toque” de Deus… quando vou bem devagar.
Ana Dias
  
 

29.2.12

Esqueletos no armário



  Os temas para as crónicas do meu “pequeno almoço feliz” amontoam-se em listas escritas na agenda, no telefone, nos blocos de notas ou em papelinhos dispersos que depois me saltam dos mais inusitados lugares.
   Mas,  normalmente,  o tema de cada manhã é escolhido na noite anterior, nos poucos minutos que roubo ao tempo para pensar um pouco nisso.
   Ontem estava a ponderar que talvez hoje me tivesse de socorrer das ditas listas, quando fechei a porta de um pequeno armário do meu quarto. Desde miúda que tenho a mania de não dormir com portas de armário abertas, e penso que tal “tara” se acentuou após ver o “Monstros e cia”.
   No momento em que encostava a portinha, pensei nos esqueletos no armário. Será que tenho este hábito para não deixar que os esqueletos me fujam do armário? Será que existe alguém que não os tenha? Não me parece. Creio que todas as pessoas vão acumulando, ao longo da vida e em maior ou menor quantidade, esqueletos nos seus armários. Alguns vão sendo de lá tirados, mas normalmente outros surgem, para lhes ocupar o lugar.
   Fiquei a  pensar se existirá no Mundo quem não tenha ( ou nunca tenha tido)  nada a esconder de ninguém. Parece-me que há sempre pensamentos, vontades, ideias e  sonhos que não se confessam; que ficam apenas para o seu criador.
  Acabei por adormecer a pensar que, enquanto não inventarem um aspirador de pensamentos, os nossos esqueletos estarão seguros, no local onde pertencem: o armário.
Ana Dias

28.2.12

Grunhido futebolístico


Embora os homens sejam bem mais fáceis de decifrar do que as mulheres, há uma ocasião em que parecem seres vindos de outro planeta.
   Quando um homem está a torcer pelo seu clube, qualquer antropólogo, psicólogo ou cardiologista pode fazer inúmeros estudos e chegar às mais curiosas conclusões, mas talvez também não consiga decifrar o enigma que me atormenta: será que os homens se transformam, ao ver futebol, em seres vindos do planeta dos Urros??
Ninguém me tira da ideia que sim. O exaustivo estudo ( como não olho para o ecrã, acabo por reparar em cada expressão facial e corporal e analisar cada som) de uma vida inteira a ficar de boca aberta perante os estranhos rituais comportamentais dos machos a ver a bola, tem-me revelado que até os mais inteligentes e bem preparados se metamorfoseiam em seres algo primitivos que estão a meio caminho entre o Tarzan   e os seus amigos gorilas.
   Os F…s., C…..s e outros bogalhos, jorram numa catadupa que noutras situações não se ouve. Em campo todos são, numa ou outra altura, filhos de alguém. Mas os urros e grunhidos, sofridos e guturais, chegam a fazer-me temer pelas cordas vocais dos infelizes sofredores. E o que dizer dos saltos do sofá que me fazem ir depois, à sucapa, verificar se debaixo das almofadas há molas de extrema potência?
  Outros clássicos, de refinado gosto, são as palmadas dadas na perna de quem está ao lado ou os momentos de beleza em que se atiram ao chão, de joelhos, numa tentativa vã de deslizar na carpete como os jogadores deslizam na relva após marcar algum golo.
E por falar em golos, como poderei encontrar palavras para descrever o momento em que a equipa pela qual sofrem marca o providencial golo? Os saltos, gritos e abraços, que se juntam à vermelhidão dos esbaforidos rostos, completam um quadro quase irreal que me revelam que os homens, por mais que não venham do tal planeta dos Urros, têm o gene do grunhido futebolístico.
Muito mais há a dizer sobre tão interessante temática, pelo que me proponho a, num futuro próximo, visionar jogos nas tascas,  para vos apresentar mais conclusões.
( continuará….)
Ana Dias

27.2.12

O sábio homem


Quando conheci o Francisco não tinha como prever que estava perante um sábio homem. Não um Homem sábio, mas um ser masculino com uma sabedoria rara.
Da primeira vez que me falou, por acaso, da ex-mulher, denotei um carinho tão sentido que, por uma fração de segundo, quase julguei que ainda a amava.
O Francisco tem outra família agora, uma mulher que ama e dois filhos adolescentes. E tenho a certeza que é feliz… por ser sábio.
   Não teve filhos com a primeira mulher porque ela é um ser diferente, uma  alma nómada incapaz de se render como sedentária matriarca.
  Confidenciou-me que ela sempre soube qual era o preço da liberdade.
Um dia não resisti e perguntei-lhe o porquê do fim daquele casamento.
- Ninguém percebeu o divórcio porque nos amavamos muito. – Explicou-me em curtas palavras. – Só que o meu amor era tão grande que apenas o pude demontrar deixando-a  voar… -
Ana Dias

24.2.12

“Já o rego não vai direito”


   O José Joaquim Botequilha, mais conhecido como Zé Bambo, repete constantemente uma frase que, com uma ou outra variante, reza mais ou menos assim: “Mau… Já o rego nã vai derêto!”.  
    É que o Zé, quando a vida não lhe vai de feição, aclara a garganta num ronco profundo e profere com solenidade a dita frase, numa espécie de aviso premonitório. Como quem diz: ou isto muda ou as consequências virão depois.
    À força de tantas vezes o ouvir,  acabei por prestar atenção àquelas  palavras que lhe saem sempre com a voz semi rouca e meio toldada, mas creio que apenas as compreendi há uns tempos quando, num raro e muito aplaudido pulsar da minha fraca veia bucólica, me decidi a ajudar a plantar favas e griséus ( a quem não seja algarvio:  griséus são ervilhas). 
   Enquanto ia deixando cair as favas secas no solo fértil que as esperava, reparei que os regos estavam um pouco para o lado do torto.
- Mas que raio… -  pensei  - Afinal é por isso que o Zézinho diz sempre que o rego já não vai direito. – Não me preocupei pois percebi que não havia razão para alarmes: não era por o rego estar torto que as favas não nasceriam!
  Passei ontem pela horta. As favas e os griséus vão despontando, todos convencidos e viçosos, apesar do rego torto! O que me leva a concluir que, na maior parte das “plantações” das nossas vidas, as condições não precisam de ser perfeitas para as plantas germinarem. Na verdade nunca ouvi falar de planta alguma que deixasse de nascer só por o rego estar torto.
Ana Dias

23.2.12

Pessoas

As pessoas não se medem aos palmos, medem-se nos carinhos já dados pelas  palmas das suas  mãos; medem-se nos planos que concretizam e nos aplausos que  os seus feitos merecem.
Os Homens não se devem julgar pelas aparências, mas podem julgar-se pelo olhar que sustentam; pelos ideiais que defendem e pelos atos de amor ao próximo
Porque cada pessoa é  mais que a soma das suas atitudes, é a multiplicação das suas concretizações.
Cada pessoa é mais que os caminhos que percorreu, é a marca que deixou no seu percurso
Cada pessoa é mais que os sorrisos que distribuiu, é a coleção de todos os sorrisos que recebeu de volta
Cada pessoa é mais que as palavras ofensivas e agressões perpetradas, é o perdão que pediu e o arrependimento sentido
Cada pessoa é mais que os filhos que teve e educou, é a pedra basilar dos feitos de todos seus descendentes
Cada pessoa é mais que todo o amor que sentiu, é a  quantidade de amor que soube dar, receber e potenciar
Cada pessoa é mais que a soma das suas conquistas, é a equação perfeita que, subtraindo o desapontamento ao erro, gera aprendizagem como resultado
As pessoas não se podem medir aos palmos nem julgar pelas aparências porque cada Homem é mais que um Mundo… é um Universo em expansão.
Ana Dias