(...) e a confiança cega
que tenho na minha verdade
não a detém quem me nega
as asas da liberdade ...

Ana Amorim Dias

14.3.12

A obra escondida


   O que tem o Guernica de Pablo Picasso em comum com uma das pinturas de Leonardo Da Vinci?  Ambas fizeram notícia hoje, no telejornal da manhã. O painel de Pablo, pintado em 1937, está a ser sujeito a uma avaliação dos efeitos do tempo. Quanto à obra de Leonardo que foi noticiada, trata-se de uma obra escondida e desconhecida que só agora está a ser descoberta num edifício público em Itália.
  Além disso, o que as obras destes dois mestres têm em comum, é serem expressões supremas da arte. E a arte, ao contrário dos seus criadores, não deve perecer; deve ser cuidadosamente preservada ao longo dos tempos, para lembrar aos Homens a sua ligação ao divino.
  Mas o que dizer quando se está na vertigem da descoberta de uma obra desconhecida de um dos máximos expoentes da genialidade artística? Só me ocorre uma coisa: da mesma forma que,  escondida dentro de uma parede,  se acabou de descobrir mais uma pintura do génio, quantas obras de arte se poderão encontrar escondidas dentro das muralhas de cada um de nós?
Ana Dias

13.3.12

Sonhar

  Adoro sonhar acordada porque, ao contrário do que acontece nos sonhos que tenho a dormir, a minha vontade controla os acontecimentos. Não há cá inconscientes nem complexos disto ou daquilo a funcionar. Nos sonhos que sonho acordada mando eu e acabou-se. Não há necessidade de explicações freudianas nem de mais complicações, a coisa desliza com uma suavidade perfeita que só me deixa feliz.
  É verdade que às vezes acordo maravilhada com o que acabei de sonhar, mas há outras alturas em que o amanhecer me traz uma vontade incontrolável de cancelar o contrato com o meu inconsciente. E lá fico a ruminar: “Mas que raio…? Como é que fui sonhar uma coisa tão estúpida? Afinal isto veio de onde? E o que quererá dizer?”
   Mas agora que penso nisso, constato: os sonhos são como a vida, há aquelas partes que controlamos e que deslizam numa suavidade perfeita que só nos deixa felizes; e há todas as outras que, tal como o nosso inconsciente, não controlamos e nos trazem as mais surpreendentes surpresas. E o que havemos de fazer se nem tudo corre de acordo com a nossa vontade? Cancelar o contrato com a vida?? Não me parece.  Tal como os estranhos e imprevisíveis sonhos têm a capacidade de nos fazer sentir e pensar, também todas as variantes incontroláveis da vida devem servir para isso mesmo: para nos fazer sentir e pensar. E já agora, porque não também, evoluir?
Ana Dias
 

12.3.12

A sanidade das loucuras


 “ Já podes ir ao fb conhecer o teu sobrinho! Beijos “.  Recebi a mensagem ontem à noite. Estranhei, é certo, a palavra “sobrinho”, pois estava ela estava à espera de uma “menina” para enfeitar com laçarotes cor de rosa.
   Lá fui ao face, conhecer a criatura ( um docinho, por sinal ). A minha “mana” Hebe vai ter muito trabalho com biberons e outros assuntos próprios dos bébés. A mim resta-me ir lá hoje, conhecer o Mixa em “pessoa”,  e refletir um pouco sobre as pequenas loucuras que nos povoam a vida.
   Faço um apanhado geral de todas as pessoas que conheço há muito tempo e também das que apenas recentemente me enriqueceram a vida. Não encontro nenhuma que não tenha a sua loucura. Não estou a falar de estados patológicos nem de características nocivas. Refiro-me a taras como comprar um casaco estupidamente caro, estar sempre a inventar, ter um telescópio potente ou andar sempre a escrever poesia sobre asas e estrelas. Mas há muitas outras sãs loucuras que fazem parte integrante do modo de vida das pessoas que me rodeiam, como cantar alto no banho, cozinhar em fornos de há dois séculos, ajeitar as sobrancelhas ou usar sempre todos os adornos a condizer. Há quem divague imenso sobre a vida em reuniões de trabalho e quem refile com um humor que me faz rir até às lágrimas. Há quem revire as pestanas,  quem perfilhe borregos e quem esteja sempre a magicar sobre a próxima obra a fazer… mas é cada uma destas pequenas loucuras que confere a todos os seres que adoro, uma sanidade emocional que os torna únicos e adoráveis.
  Termino com algumas questões: conhecem quem não tenha as suas loucuras? Não serão elas um reflexo determinante da sua sanidade?
Ana Dias

10.3.12

O ramo


    Há dias recebi um mail de alguém que está muito longe. Pedia-me que, no dia de hoje, colocasse em seu nome, um bonito de ramo de flores na campa do meu pai. Assim fiz.
    Não gosto de cemitérios e evito lá ir porque, na minha singela opinião, quem já partiu não é lá que se encontra. Quem já não está connosco com o corpo, está presente onde quer que batam os corações de quem ainda ama e recorda.
  No primeiro aniversário do meu pai a que o aniversariante faltou, renovo a certeza de que a   presença mais importante não é a física: é a que fica gravada nos outros em forma de memórias inolvidáveis e sentimentos insubstituíveis.
  Já mandei o mail a esse alguém que está longe, a dizer que o lindo  ramo foi entregue. Ao escrever, um emocionado arrepio percorreu-me o corpo enquanto algumas das palavras me saíram com aspas:  “Obrigado. Obrigado pelo amigo fantástico que foste e continuas a ser, Vítor!”
Ana Dias

9.3.12

True Love

   Às vezes fico com a noção de que as pessoas são uma espécie de 2 em 1: são a pessoa genuína e depois têm uma segunda versão, de pessoa forjada, que corresponde à imagem que a sua cara-metade projeta em si.
   Se pensarmos nos casais que nos rodeiam (e nos que já compusemos) não nos é difícil comprovar esta realidade. Chega a tornar-se impossível perceber onde começa a segunda versão e termina a primeira.  Sobretudo nos casos de relacionamentos  longos, deixamos de tomar contacto com as pessoas espontâneas e brilhantes que se escondem atrás da mulher do “António” ou do namorado da “Augusta”.
   Não vejo os verdadeiros casos de amor como uma fusão que transforma dois seres inteiros em duas tristes metades um do outro. Nos verdadeiros casais (casados ou não, entenda-se) o segredo da sustentabilidade amorosa é a capacidade de se manterem fieis a si mesmos… com a benção e orgulho do seu par. Quando o amor verdadeiro existe, as partes que o compõem continuam a ser livres e espontâneas; continuam a ser genuínas e expansivas na sua forma de estar na vida.
   O verdadeiro amor, dure ele o tempo que durar, é composto por duas pessoas que se respeitam e valorizam nas suas ideossincrasias; é feito de pessoas que não se tentam mudar mútuamente; é feito de pessoas que permanecem genuínas, a exalar o  brilho que inicialmente ofuscou o outro.
Ana Dias

8.3.12

Mulher Inteira

   Num filme que ontem vi, uma amiga dizia à outra, indecisa entre dois amores : - “Não escolhas o melhor homem. Escolhe aquele que fará de ti uma mulher melhor.“   É disto que o dia de hoje trata.
   O Dia Internacional da Mulher pode não ser a data redutora que a desvaloriza  e pode servir para muito mais que justificar a única saída anual de mulheres submissas.
  Para que serve este dia afinal? E porque será que os homens não têm um? Será por não precisarem de ver os seus interesses e valores defendidos? Ou será apenas que o dia da mulher ( sou uma eterna otimista ) é uma ode e uma forma de honrar a extrema força que todas encerramos por baixo dos picos de humor e da imensa sensibilidade?
   Quanto a vocês não sei, mas opto por encarar este dia, não como o único em que as mulheres podem justificar uma saída sem o “dono”, mas como um dia especial para celebrar as nossas peculiaridades e intrínseca força.  
 É do conhecimento de todos que a Mulher é um “bicho” de sete cabeças. A Mulher é o ser que carrega outras vidas dentro de si; é quem tem uma paleta de mil cores e é capaz de de rir a chorar e chorar a rir. Todas as mulheres são poderosas, mas há muitas ainda que não acionaram o seu poder. E os dias 8 de Março deveriam servir, acima de tudo, para as despertar para o conhecimento de todas as suas potencialidades e hipóteses de escolha. Este é o dia em que mais um ciclo de luta se deveria iniciar, não para terminar daqui a umas horas, mas para deixar efeitos duradores. Este é o dia em que todas as mulheres que já se ligaram à sua fonte de poder deviam assumir o compromisso de ajudar as que ainda não estabeleceram essa ligação .   Mas desengane-se quem veja aqui, nas entrelinhas, a existência de uma guerra de sexos. Homens e mulheres complementam-se mútuamente, mas acreditem quando vos digo que cada homem merece, ao seu lado, uma Mulher Inteira.
Ana Dias
  

7.3.12

O evento da vida

Quando instalei a cronologia no facebook reparei num novo espaço a preencher: o evento da vida. Não sendo este um tema sobre o qual se possa escrever de ânimo leve, deixei-o a levedar cá dentro uns dias para poder escrever e descrever toda a sua importância.
  Os eventos da vida são, normalmente, acontecimentos marcantes e bons que se destacam como marcos da nossa existência: o primeiro dia de escola, o dia em que acabamos o curso, o casamento, o filho que nasce, a viagem com que sempre se sonhou…  O evento da vida é conhecer a pessoa que nos apaixona, é a conquista profissional  e é tudo o que acontece de bom  quando lhe marcamos a data.
Mas será só isto? Será que os eventos da vida são apenas as coisas que nos deixam um sorriso triunfante nos lábios e a sensação de realização a invadir-nos os sentidos?
  Creio que é tudo isto e muito mais. O evento da vida é algo que pode ( e deve) acontecer todos os dias. É o sorriso cúmplice que damos à nossa “metade”; os beijos lambuzados que os nossos filhos nos dão, depois de mais uma tropelia; é olhar para o céu e apreciar o sol que brilha ou a chuva que cai… O telefonema de um amigo que está longe, um comentário online que nos faz feliz, o beijo na testa da mãe, tudo são eventos da vida, embora se possam repetir com uma cadência constante. O evento da vida é sabermos compreender os motivos alheios; é dar-nos bem com colegas, patrões ou empregados; é saber ser cúmplice e cultivar a cumplicidade. Cada filme que vemos, cada música que ouvimos ou cada cheiro apetitoso que o nosso olfato alcança podem ser eventos da vida. Cada descoberta, cada conhecimento adquirido e cada pergunta que nos “alarga” por dentro, são eventos da vida.  Mas é preciso saber, é preciso estar consciente e ter capacidade para apreciar cada pequeno detalhe para poder fazer dele um evento da vida.
  Mas há mais. Não são só as coisas boas que compõem os eventos da nossa vida. Pelo contrário. Devemos entender que cada perda, fracasso, dor ou morte também o são. Todas as ocorrências dolorosas que a vida traz acabam por ser, mais cedo ou mais tarde, valiosas nos seus ensinamentos. Talvez até mais do que as coisas simples e boas. Porque são as dores que nos preparam e impulsionam para um novo estado de existência; que nos tornam conscientes do que é realmente importante e nos dão a sabedoria de como viver cada dia como se fosse, efetivamente, o último.
  Muito fica por dizer, mas sabem? Não me importo. Porque os melhores eventos da minha vida foram ter descoberto a minha alma escritora e  acordar todos os dias com uma vontade incontrolável de escrever… sobre a vida e seus eventos.
Ana Dias
 

6.3.12

Ritmos

   O turismo espiritual começa a estar  cada vez mais   em voga, talvez devido ao ritmo alucinante das vidas que agora se vivem. E se no passado esse tipo de viagem consistia em retiros nos mosteiros, viagens ao Tibete e peregrinações a locais de aparições, nos dias de hoje proliferam as estadias em quintas ecológicas com atividades espituais dos mais diversos tipos.
   Farto-me de rir ao imaginar-me numa dessas quintas, a morrer de tédio sem telemóvel nem net, a regar as plantinhas entre palestras de reiki e sessões de meditação. E, só de imaginar, apodera-se de mim um stress inexplicável.
  Mas desengane-se quem pense que estou a criticar esse tipo de férias ou quem as faz. Apenas sei que não são próprias para o meu ritmo espiritual.
   Para mim o turismo espiritual é algo diferente e um pouco mais acelerado que dar de comer a pintos depois de procurar o divino no meio de plantações biológicas de batatas e alfaces.
   Turismo espiritual ( para mim) é ter tempo para estar só, ouvir-me e pensar; é ter espaço para ver tudo só pelos meus olhos, sem o ruído de interferências alheias.  Turismo espiritual é sentir o divino que há em toda a criação artística e sentir cada centímetro de pele a arrepiar-se com espetáculos, obras de arte e monumentos.
  Turismo espiritual é estar em movimento, por ar, terra ou mar, e tomar contacto com a nossa finitude e fragilidade; criar a consciência que tudo pode, a qualquer momento, acabar.
   Turismo espiritual é estar aberto a dar e a receber, a ajudar e ser ajudado; é estar disponível para falar com quem nunca se viu e nunca mais se vai ver.
   Turismo espiritual é encontrar o nosso próprio método de descoberta e deixar a melodia do conhecimento soar ao ritmo que mais nos convém.
   Mas continuo a dizer que o que traz a maior das espiritualidades a qualquer viagem é saber que, por mais que custe partir, regressaremos infinitamente mais cultos, ricos e espirituais.
Ana Dias

5.3.12

Ao pequeno almoço




- Sabes o que fazia se tivesse a máquina do tempo, mãe?
- O quê, Tomás? – Questiono,  entre duas dentadas na torrada.
- Descobria os números que iam sair no euromilhões e ganhava uns quantos. 
- E que fazias com tanto dinheiro? –
- Construía um estádio espetacular e contratava o Ronaldo, o Messi e o Mourinho… -
   Não cheguei a saber se o Tomás os contratava para o Benfica ou criava o seu próprio clube porque comecei a rir com o meu próprio comentário.
- Se isso me acontecesse a mim, eu contratava o Paulo Bento para me fazer o pequeno almoço todos os dias.
Perante o ar confuso do Tom,  justifiquei-me.
- É  que adoro começar o dia a rir…
Ana Dias

3.3.12

“Hoje Vou”


  Há uns meses, numa tarde de Agosto,  reencontrei o Ricardo Sousa. Ele precisava de letras para o novo álbum e eu, como sempre, estava cheia de vontade de escrever.
  Nessa mesma noite, e embora estivéssemos ambos a trabalhar, entreguei-lhe as duas primeiras letras. Nas semanas seguintes, fui-lhe mandando outras, num total de quase duas dezenas. 
 Lembrei-me que a minha irmã, Maria João Dias, adora compôr melodias e demos por nós a passar algumas tardes mágicas na sua casa. Tardes em que palavras sentidas começaram a bailar na voz do Ricardo e da minha maninha mais velha.
  De todas as letras, só seis vão ser para já ouvidas no álbum HOJE VOU : “Hoje vou” ,  “ Não será dizer demais” e “Se algum dia” foram  musicadas por Ramon Galarza.  “ No teu sono” e “Dar-te música”, com melodia do próprio Ricardo e da minha irmã; e  finalmente, “ rendo-me”, com parceria das duas manas na letra e melodia  do Ricardo, da Maria João e do Paulo.
  A minha parte, por agora, está feita. Apenas me resta desejar ao Ricardo todo o sucesso que ele merece e deixar-lhe mais um “obrigada” por proporcionar às minhas palavras  um novo voo.
Faço votos de que gostem.
Ana Dias

2.3.12

A “caixa”



   Acabei de conseguir perceber porque é que existem tantos jornais desportivos e bom mercado para eles. É que o futebol é realmente empolgante! Sinto-me a contactar com uma nova dimensão da vida!
   Hoje, no dia do Benfica-Porto, vim a descobrir, nas notícias da manhã, que as autoridades policiais não estão muito apreensivas porque o líder dos Super Dragões aceitou que ficassem na “caixa”.
  Super Dragões?? Eu pensava que ia haver um desafio de futebol  mas afinal é uma batalha medieval??  Alguém me explica o que se passa? E quem são os Super Dragões? Pelo nome devem ser para o lado do terrível. E o que é a “caixa”?
   Como continuei a ver o noticiário com uma atenção redobrada, acabei por perceber que a “caixa” é um recinto próprio e isolado para “colocar” os adeptos minoritários e furibundos da equipa visitante.
   Ocorreu-me logo uma ideia brilhante ( o que até é raro acontecer tão cedo ): porque não fazem uma “caixa”,  bem estanque, do tamanho de metade do estádio? Depois, quando as pessoas comprassem o bilhete ou entrassem para o estádio, era só perguntar: “Quer com molho ou em molho?” . Era como quem comprava um cachorro, mas mais eficiente,  porque os pacíficos seres que apenas quisessem ver o jogo,  pediriam:  “ Sem molho, se faz favor ”,  e ficariam fora da “caixa”. Os outros, que já sabiam ao que iam, ficariam na tal “caixa”, mas com  o benefício de se poupar em forças de segurança, completamente desnecessárias.
 Termino  com  duas questões: se as claques querem dar “voz” às suas dores incontidas, porque haverão de ser reprimidos? Afinal, berrar gritos de ordem  por uma equipa e querer liquidar os adeptos da outra é algo tão compreensível quanto saudável… não acham?
Ana Dias

1.3.12

A velocidade de Deus


   Quando, em 1988,  o Ayrton Senna se consagrou campeão mundial de fórmula 1 (creio que no circuito do Mónaco) confessou que, na volta final, sentiu a presença de Deus, o que me leva a ponderar se Deus terá alguma relação próxima com a velocidade.
   Sou da opinião que cada Homem tem muito de divino em si; capacidades e características que lhe colocam a existência no cimo de uma montanha imaginária, mais perto do céu, mais próximo do divino. Mas como é que podemos sentir essa ligação? Esse elo que para alguns é tão forte e que outros vêem como impossível, estará ao alcance de todos? Em primeiro lugar há que partir do princípio que só se “toca” no que se crê ser real. Nesse caso, será que quem não crê, não lhe “toca”? Ou estará apenas distraído, acreditando que os contactos que, ao longo da vida, vai tendo com o divino nada mais são que momentos de rara beleza?
   Lembro-me de um dia, a olhar para o dedo de Deus, no teto da capela Sistina, ter pensado que o Miguel Ângelo tinha de facto sido “tocado” por quem pintou. Mas será que o sentiu?
   Tenho a vaga ideia de que,  quando estamos a fazer aquilo para que a  nossa essência  vem programada, se  ativam em nós super poderes de contornos divinos e que isso nada tem a ver com a velocidade a que nos deslocamos.  É por isso que sei que, no meu carro ( e ao contrário do Ayrton), apenas sinto o “toque” de Deus… quando vou bem devagar.
Ana Dias